Vilarejo
Num Vilarejo distante, do frio polar em teus olhos.
Traduz em sonhos a espera...
Que se invernou...
Casa pequena de tábua, que abriga sonhos antigos.
Perdida ilusão à dentro, onde deixei meus caprichos...
Por bem-querer...
Lá fora geada, entangue o pasto,
E sinto falta do aconchego, jeito simples...
Deixei me levar então...
Pelo Sorriso que encanta...
Na imensidão dessas horas, transpondo o muro do adeus...
Fui encontrar o meu rancho bem ali, logo ali...
E quase sempre nem falas cada vez que imagino...
Te faz presente no mate, na mesma cabana antiga...
Na mágica do acalanto, no vilarejo distante...
José Augusto Ferreira
Maio – Outono/2011
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