Na Solidez e no Amor!
Algum verso companheiro, um sonido mais profundo, um sentimento e um revés...
Um fim de tarde comprido, um canto que faz costado, uma saudade e uma dor...
O mate que hoje espera, ao passo lento das horas, na mágoa e ao dissabor...
- Me calo e sorvo tranquilo, simplicidade contida, com as alpargatas nos pés! -
Um cusco baio e altivo, um galpão que guarda histórias, um carquejal frente às casas...
Na alma um jeito de campo, uma tropilha de sonhos que trás mesma descendência...
Por andejar ao reverso, nos pensamentos mais vastos, assim encontro a essência...
E hoje reparo o ninho, pra alicerçar meus caminhos, sem deixar de bater asas!
Encilho a palavra crua, mas domo com a alma leve, meu jeito é esse e me vou...
Talvez não mostre o sorriso, e nas horas que preciso, entendo o mundo ao redor...
Pras ilusões não nasci, e hoje aparto da tropa, o lado bom e o pior...
Pode tudo andar a esmo, meu canto antigo é o mesmo, e todos sabem quem sou!
Tenho comigo verdades, de quem carrega na herança a humildade no olhar...
Na alma um jeito ancestral, de ensinar e aprender, com a mesma fibra e valor...
Quando a dor desencilhar, em silêncio vou matear, na imensidão e no amor...
- Um fim de tarde outonal, o mesmo verso pras horas, quando a saudade invernar! –
José Augusto Ferreira
Fevereiro, Verão 2011.