14 de fevereiro de 2011

"O Arremate de Domingoo"

Na Solidez e no Amor!


Algum verso companheiro, um sonido mais profundo, um sentimento e um revés...
Um fim de tarde comprido, um canto que faz costado, uma saudade e uma dor...
O mate que hoje espera, ao passo lento das horas, na mágoa e ao dissabor...
- Me calo e sorvo tranquilo, simplicidade contida, com as alpargatas nos pés! -

Um cusco baio e altivo, um galpão que guarda histórias, um carquejal frente às casas...
Na alma um jeito de campo, uma tropilha de sonhos que trás mesma descendência...
Por andejar ao reverso, nos pensamentos mais vastos, assim encontro a essência...
E hoje reparo o ninho, pra alicerçar meus caminhos, sem deixar de bater asas!

Encilho a palavra crua, mas domo com a alma leve, meu jeito é esse e me vou...
Talvez não mostre o sorriso, e nas horas que preciso, entendo o mundo ao redor...
Pras ilusões não nasci, e hoje aparto da tropa, o lado bom e o pior...
Pode tudo andar a esmo, meu canto antigo é o mesmo, e todos sabem quem sou!

Tenho comigo verdades, de quem carrega na herança a humildade no olhar...
Na alma um jeito ancestral, de ensinar e aprender, com a mesma fibra e valor...
Quando a dor desencilhar, em silêncio vou matear, na imensidão e no amor...
- Um fim de tarde outonal, o mesmo verso pras horas, quando a saudade invernar! –



José Augusto Ferreira
Fevereiro, Verão 2011.

9 de fevereiro de 2011

Películas...!

Bom, hoje decidi em fazer uma postagem diferente das que estão rotineiras por aqui, como textos ou poemas, claro sem abdicar deles... hehehehe!

As fotos a seguir mostram o retrato mais fiel desse pago, da beleza do nosso ecossistema, e da mágica encontrada em cada registro... 

Dando Crédito as belíssimas "películas", que a minha colega Maríndia Krügel, a "Brit", acabou registrando de maneira fantástica, claro todos os méritos para a sua sensibilidade... agradaçendo a confiança...

Bueno, agora é só apreciar...






7 de fevereiro de 2011

Nas Horas de Recolhida...!

Nas horas de recolhida...!

Hoje, quando partires... me avisa com antecedência...
Mas saia pela porteira, do fundo do meu rincão...
Pra que não veja meus olhos, tão pouco minha tristeza...
Que não veja assim meu pranto, e nem lágrimas no chão!

Hoje se decidires, leva o perfume mais doce...
Porque mesmo assim, quando fosses, não ficaria a lembrança...
O meu lado de criança se tornou bem mais maduro...
Entendo o que foi perdido e o que ficou de herança...!

Hoje, mas hoje apenas, meus versos são mais tristonhos...
Talvez por ver que meus sonhos, se perdem, sem se dar conta...
Minha alma não se amedronta, mas relembra os desatinos
Pra mim o campo é o destino, de pala e mala já pronta...

Pela vastidão do campo, entre o verde bem a esmo
Distante até de mim mesmo, onde o céu faz compania...
Por ai, repenso a vida - cuidar do que sempre tenho!
Na solidão me contenho, nas horas de recolhida...

Ficou um mate cevado, um verso mal acabado...
Ao lembrar o amor falado, das coisas não acertadas...
Hoje ao andar pela estrada, simplicidade e poesia
Se encontram com a calmaria falando sem dizer nada...

Não sei se há reencontro, se existe amor incontido...
No tempo ando perdido, me encontrando sem querer...
Hoje dói ao esquecer, tudo passou de um momento...
Mas meu amor anda ao vento, voando sem perceber...!

José Augusto Ferreira
Fevereiro, Verão 2011.