Na quietude do galpão, sorvo o silêncio....
O mate é um companheiro pra todas as horas, é fato.
No dia em que ele não servir de compania ele não terá o mesmo sentido...
Com ele aprendi muitas coisas, pois contém em em si próprio sabedorias da interioridade humana, daquelas que só quem conhece a si próprio pode dizer...
Sabe, com o passar de algumas primaveras descobri que quando nos perdemos (intencionalmente ou não), o método mais fácil de nos encontrarmos é procurar nossos amigos, parece sem sentido, mas se prestarmos atenção sempre deixamos um pouco de nós com cada um, a parte mais verdadeira sempre é dividida com eles, os melhores momentos, os mais difíceis, aqueles momentos em que somos nós mesmos, da maneira mais simples e humilde.... de forma inocente, sem maldade, de alma e de coração!
Em algumas pessoas não veremos isso, longo percebe-se que essas pessoas não são as amizades que são ditas como importantes....
O fato é que, em um mundo onde as pessoas mudam quase que simultaneamente, acabamos por subestimar muitas coisas, a desacreditar em alguns sentimentos, em algumas atitudes....
Mas uma coisa que a vida me ensinou e me ajuda bastante a entender as pessoas ao meu redor é o seguinte: "Não se pode cobrar de alguém, ou fazer com que esse alguém exerça ou demonstre algo do qual nunca teve conhecimento... afinal sentimento verdadeiro é inerente à todos, mas é facultativo na forma de se manifestar..."
Tem gente que se faz presente por inteiro, tem gente que se faz presente, e tem gente que se faz...
O importante é sermos nos mesmos, ouvir mais o canto matinal dos pássaros, matear buscando o nosso interior, descobrindo o que realmente é importante e o que nos deixa realmente felizes...
Felicidade não é objeto de desejo, é uma forma que escolhemos para viver...
Na quietude do galpão a gente escuta muitas coisas, e só ter a sensibilidade de entender que as palavras no silêncio se impõe muito mais do que na forma do "grito"...
Se todo mundo quisesse (e soubesse...) entender suas próprias quietudes galponeiras, muitas coisas seriam diferentes em seu dia-a-dia...
Por isso, mateiem, escutem os silêncios interiores...
" Na quietude do galpão, o mate faz compania....
A alma entende a si mesma, e vai nascendo com o dia...
No silêncio que mateia, contém mil razões perdidas....
Que nos ensinam por gosto, os sentidos dessa vida...!"