28 de janeiro de 2011

Bem ao Alcance..!



Bem ao Alcance..!

E faço o tempo esperar como esperei... a repensar os meus rastros de inquietação...
Guardo nos olhos as lonjuras que percorri e no meu mate essas horas de solidão...
Pois campereio a essência do bem querer, ao andejar pela estrada do teu olhar...
Sem conhecer-te o meu mundo se fez assim, quando encontrar-te por certo vai te amar!

Os meus ressábios se fazem mais incontidos, pois sabem que ali mora teu versejar...
Pois és poema de campo e pôr-de-sol, que nasce com a vastidão desse cantar...
E quando a lua se achega por andarilha, e sabe bem os motivos dos olhos meus...
Pois quando brilha é sinal do teu sorriso, trazendo em si tão preciso a paz de Deus!

Quanto sentires saudade ceva o teu mate, da mesma que sorvo uma paixão...
Arquitetando o silêncio, construo sonhos, e me calando eu compreendo cada razão...
Pois teu semblante é alicerce e sentimento, do qual andeja em meus sonhos, ao repousar...
E ao dormir tua ausência se faz sentida, mas tua presença traz vida pra esse lugar...!

Em cada estrela deixei um longo beijo, que se abrandou no desejo de ficar perto...
Pois quando a lua mais linda te representa, minh’alma em contrapartida é um céu aberto...
Se a madrugada se alonga é a própra vida, que põe a mágica certa nesse romance...
Pois ao acaso o destino não é traçado, e hoje sento ao teu lado, bem ao alcance...!


José Augusto Ferreira
Janeiro, Verão 2011.

19 de janeiro de 2011

Amizade...!

"Amigo leva uma parte da nossa alma consigo...
Por vezes pede um abrigo, na parceria sincera...
É quem te entende por dentro, faz um costado silente...
E sem dizer te compreende, na decisão ou na espera..."

12 de janeiro de 2011

Quando a chuva paira sobre o pampa!

   Nesses últimos dias tenho fixado os meus pensamentos para entender muitas coisas, dentre as quais acontecem em meu cotidiano, claro podendo se estender a outros cotidianos também... 
   A chuva que nos últimos dias nos visita.. e que cai como uma benção é o principal motivo desse texto...

  Alma de Chuva

   As vezes sinto que tenho a alma de chuva, pairando pelas nuvens sobre uma pampa imensa...
   Se por vezes pareço que vou desabar ante a escuridão das intempéries, por outras andejo a encontrar um solo seco, apenas pela sina de espalhar chuva... de ser eu mesmo.
Talvez seja por isso que quando chove, me sinto parte da chuva sem me dar conta...
Na minha vida sempre escolhi ficar à espera das coisas, não no sentido de ficar parado,
 mas por compreender que tudo vem na hora certa, da maneira certa, e não muitas vezes pelo "atropelo natural" que impomos aos acontecimentos da nossa existencia...
   Ultimamente tenho me questionado se as minhas precipitações interiores são reflexo de uma mudança natural de pensamentos ou é uma incidência de influências externas acompanhadas de uma mistura de decisões e conceitos.
   Não é necessário fazer um levantamento sobre hipóteses e teorias, ou padrões científicos, mas muitas vezes a intuição é a forma mais eficaz quando tudo parece incerto (sem desfazer os métodos racionais eficazes).
   Nem falo das decepções e dos desabafos pessoais, porque afinal são muitos, mas posso garantir que bem maior do que eles, são as situações positivas e a esperança que tudo que passou seja mais aprendizado do que punição, ao invés de ficar mentalizando as frustrações e suas consequências, pensar assim não renova os ventos, nem firma alicerces nas boas vibrações...
   Hoje ao contrário do que poderia fazer que era apontar algumas falhas e por ventura até julgar de forma leviana, prefiro me fixar na nuvem que me leva, a nuvem de chuva, que paira sobre a imensa pampa, lavando alma e sentidos, que inunda os pensamentos de quem apenas deseja coisas melhores... sem esperar retorno!
  Tudo que é feito de forma justa e certa tem seu valor, se não tem o reconhecimento é outra história, porque reconhecimento é algo que nem todos tem por essência... e não pode ser classificado como objeto de "conveniência"...
O fato é que sigo "ao tranquito", bem manso...

  A chuva me ensinou que o certo não é ser ela quando ela quer, mas sim ser ela quando é preciso ser!

5 de janeiro de 2011

Por Preferir...


Preferi falar de amor, da forma mais primitiva...
De quando o verso tem asas, mas voa sem flutuar...
E no silêncio põe vida, mateando com a calmaria...
Sorvendo a própria mágia expressada em teu olhar!

Preferi falar dos sonhos, que habitam as inquietudes...
Ao invés de me calar na angústia dessa ausência...
Pois quem carrega consigo, uma paixão fronteiriça...
Se deixa levar no vento mais puro dessa querência...

Preferi ser teu ranchito, humilde à sombra da espera...
Por pressentir tua chegada, na hora que o sol partir...
Mas sem deixar de ser campo, me fiz tua primavera...
Que renasce todo dia, ao ver teu rosto sorrir!

Preferi deixar minha voz, dar vida ao meu sentimento...
Pois meu cantar faz alento, num amor adormecido...
E num segredo põe alma, onde teus olhos não veem...
Por saber calar também, no silêncio faz sentido...

Preferi ter meu destino entrelaçado em teus passos...
Na razão e no compasso que a essa estrada conduz...
Por andejar me fiz rastro nessa procura inquieta..
Por amar me fiz poeta e em meus versos faz jus!




José Augusto Ferreira