11 de agosto de 2011

O Contador

O contador faz suas contas, em entender suas idéias...
E conta sempre noite a dentro, seus sonhos mais primitivos...
Nos seus segredos que mateiam, refaz as contas e epopéias...
Pra então contar pro mundo todo, das paixões que o mantém vivo!

Entre algarismos e equações, na racionalidade plena...
Flutua entre a distração de olhar pro céu, então se acalma...
Abraçadito no silêncio, que deixou fragrância soltas..
Pelo andejar mais vagaroso ligando - história, amor e alma... -

O contador deixou de lado os numerais da solidão...
Pra então correr atrás dos sonhos e fazer planos pra sua vida...
E foi contar novas histórias, com um sorriso bem mais largo...
Pois foi no amor que reencontrou sua essência enternecida!

Quem sabe estrelas conte agora, olhando o fim do por-de-sol...
Olhando além do horizonte, pela janela entre aberta...
Sabe que o tempo é sábio e justo, o seu caminho está traçado...
E todo o amor que foi plantado, hoje reencontra as descobertas...

Precebe os dias que se alongam, e a saudade que acompanha...
Mas sabe bem que seu futuro espera só o vento certo...
Tem o amor e tem sua alma - que é amada a todo o instante -
Que faz a estrada ser mais curta, e o sentimento ser mais perto!


José Augusto Ferreira
22 a 25 de Julho de 2011.
Inverno – Porto Alegre/RS

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