Nas horas de recolhida...!
Hoje, quando partires... me avisa com antecedência...
Mas saia pela porteira, do fundo do meu rincão...
Pra que não veja meus olhos, tão pouco minha tristeza...
Que não veja assim meu pranto, e nem lágrimas no chão!
Hoje se decidires, leva o perfume mais doce...
Porque mesmo assim, quando fosses, não ficaria a lembrança...
O meu lado de criança se tornou bem mais maduro...
Entendo o que foi perdido e o que ficou de herança...!
Hoje, mas hoje apenas, meus versos são mais tristonhos...
Talvez por ver que meus sonhos, se perdem, sem se dar conta...
Minha alma não se amedronta, mas relembra os desatinos
Pra mim o campo é o destino, de pala e mala já pronta...
Pela vastidão do campo, entre o verde bem a esmo
Distante até de mim mesmo, onde o céu faz compania...
Por ai, repenso a vida - cuidar do que sempre tenho!
Na solidão me contenho, nas horas de recolhida...
Ficou um mate cevado, um verso mal acabado...
Ao lembrar o amor falado, das coisas não acertadas...
Hoje ao andar pela estrada, simplicidade e poesia
Se encontram com a calmaria falando sem dizer nada...
Não sei se há reencontro, se existe amor incontido...
No tempo ando perdido, me encontrando sem querer...
Hoje dói ao esquecer, tudo passou de um momento...
Mas meu amor anda ao vento, voando sem perceber...!
José Augusto Ferreira
Fevereiro, Verão 2011.
Sem palavras... e pra quê dizer algo né... melhor mesmo é se recolher e pensar... ainda mais na companhia de um mate cevado...
ResponderExcluirPoois é Nandinha... nem fala, um mate que fica cevado é algo... hehe, Beijo!
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