12 de janeiro de 2011

Quando a chuva paira sobre o pampa!

   Nesses últimos dias tenho fixado os meus pensamentos para entender muitas coisas, dentre as quais acontecem em meu cotidiano, claro podendo se estender a outros cotidianos também... 
   A chuva que nos últimos dias nos visita.. e que cai como uma benção é o principal motivo desse texto...

  Alma de Chuva

   As vezes sinto que tenho a alma de chuva, pairando pelas nuvens sobre uma pampa imensa...
   Se por vezes pareço que vou desabar ante a escuridão das intempéries, por outras andejo a encontrar um solo seco, apenas pela sina de espalhar chuva... de ser eu mesmo.
Talvez seja por isso que quando chove, me sinto parte da chuva sem me dar conta...
Na minha vida sempre escolhi ficar à espera das coisas, não no sentido de ficar parado,
 mas por compreender que tudo vem na hora certa, da maneira certa, e não muitas vezes pelo "atropelo natural" que impomos aos acontecimentos da nossa existencia...
   Ultimamente tenho me questionado se as minhas precipitações interiores são reflexo de uma mudança natural de pensamentos ou é uma incidência de influências externas acompanhadas de uma mistura de decisões e conceitos.
   Não é necessário fazer um levantamento sobre hipóteses e teorias, ou padrões científicos, mas muitas vezes a intuição é a forma mais eficaz quando tudo parece incerto (sem desfazer os métodos racionais eficazes).
   Nem falo das decepções e dos desabafos pessoais, porque afinal são muitos, mas posso garantir que bem maior do que eles, são as situações positivas e a esperança que tudo que passou seja mais aprendizado do que punição, ao invés de ficar mentalizando as frustrações e suas consequências, pensar assim não renova os ventos, nem firma alicerces nas boas vibrações...
   Hoje ao contrário do que poderia fazer que era apontar algumas falhas e por ventura até julgar de forma leviana, prefiro me fixar na nuvem que me leva, a nuvem de chuva, que paira sobre a imensa pampa, lavando alma e sentidos, que inunda os pensamentos de quem apenas deseja coisas melhores... sem esperar retorno!
  Tudo que é feito de forma justa e certa tem seu valor, se não tem o reconhecimento é outra história, porque reconhecimento é algo que nem todos tem por essência... e não pode ser classificado como objeto de "conveniência"...
O fato é que sigo "ao tranquito", bem manso...

  A chuva me ensinou que o certo não é ser ela quando ela quer, mas sim ser ela quando é preciso ser!

Um comentário:

  1. Lindo José!
    Parabéns pelo DOM!
    Beijo carinhoso da colega e amiga que te admira!

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